sexta-feira, 15 de abril de 2016

RESUMINDO A CRISE DO GOVERNO DILMA: DAS LARANJAS AOS BAGAÇOS

NÃO VAI TER GOLPE CONTRA OS TRABALHADORES!!! 

RESUMINDO A CRISE DO GOVERNO DILMA: DAS LARANJAS AOS BAGAÇOS 



O governo Dilma e o PT eram apenas laranjas que a direita capitaneada pelo PMDB soube usar com maestria e uma apurada noção de maquiavelismo.

Enquanto Lula e os petistas achavam que estavam usando o PMDB e demais partidos da direita não tucana em benefício do seu projeto político, na verdade era exatamente o contrário.

O problema do PT sempre foi o lulismo, uma ideologia fisiológica e de conciliação de classes, que através de Lula transformou o partido nisso aí que estamos vendo hoje.

Foi Lula quem levou o PT a fazer alianças com os setores mais atrasados e anti-democráticos da política brasileira. Foi Lula no Maranhão quem desmontou o PT local para que fosse concretizada a aliança com a família feudal dos Sarney. Foi Lula em Alagoas que destituiu as lideranças petistas contrarias a Collor para que o PT apoiasse a sua candidatura ao governo do estado. 

Em São Paulo foi Lula quem buscou alianças com Maluff e Gilberto Kassab fazendo de tudo para isolar a esquerda petista em benefício dos seus interesses eleitoreiros e políticos.

No Rio de Janeiro Lula agiu da mesma forma autoritária obrigado os diretórios estadual e municipal a se juntarem ao PMDB e vejam como está a situação do partido naquele estado.

Isso só para citar alguns exemplos nos estados onde o lulismo conseguiu desfigurar completamente o Partido dos Trabalhadores em prol de uma política que jamais beneficiaria a população ou o partido, mas que lhe traria dividendos políticos pessoais.

Foi Lula quem trouxe o PMDB para fazer parte dos seus dois mandatos e, depois, como grande cacique e dono do PT e da consciência dos petistas, fez Temer como vice de Dilma descer goela abaixo das correntes de esquerda dentro do partido.

Também foio Lula e o seu grupo que, desrespeitando todas as resoluções partidárias e a democracia interna petista, abriu as portas para o Paulinho da Força, então no PTB, mandar e desmandar no Ministério do Trabalho no primeiro mandato de Dilma. 

Essa crise do governo Dilma é na verdade a crise do lulismo e sua linha de auxiliar dos interesses dos grandes grupos econômicos, notadamente as empreiteiras, mineradoras, bancos e o agronegócio. 

O lulismo contaminou o PT e essa contaminação se apoderou também da CUT e dos seus sindicatos tirando dessas organizações o poder de mobilização e de resistência contra os ataques patronais aos direitos dos trabalhadores e assim favorecer a implementação dos ajustes da economia e das reformas da previdência e trabalhista de interesse do capital.

A crise do governo Dilma é fruto dessa política desastrosa levada adiante desde 2002 pelo grupo liderado por Lula e que agora chegou ao seu limite máximo. O desgaste do PT é o desgaste dessa política. 

Michel Temer, vice-presidente da República e presidente do maior partido da direita brasileira, não caiu de paraquedas nessa história toda. Nem mesmo Eduardo Cunha, atual presidente da Câmara dos Deputados. 

Foi Lula quem, logo no inicio das denuncias contra Cunha, se reuniu com a bancada petista na Câmara e ordenou que o PT não se envolveria em nenhuma medida contra o presidente da Casa. E assim foi durante um certo tempo até que, devido ao volume de crimes cometidos por Cunha e o acumulo de denúncias contra ele, obrigaram aos petistas a tomarem um lado nessa questão. 

Lula sempre se considerou um Expert em política e um grande negociador. E a sua arrogância e prepotência fizeram com que colocasse os seus interesses acima do partido. O resultado está aí para todos poderem ver e, infelizmente, sofrer e chorar.

Pois bem, esse golpe contra Dilma nasceu no berço do fisiologismo lulista e foi crescendo com o desenrolar da crise econômica onde o governo e o PT não souberam como aplicar os ajustes exigidos pelo capital. É por essa razão que se formalizou o rompimento, primeiro do PMDB, e depois dos demais partidos da direita governista, com o petismo de resultados.

O capital está descartando o PT, Lula e Dilma porque não conseguiram cumprir com a sua parte nesse governo de conciliação de classes. Agora as elites passaram a atacar abertamente tanto o PT quanto o governo. E esses ataques têm como o maior objetivo fazer os petistas recuaram ainda mais e Dilma ceder totalmente em troca da sua permanência na presidência da República e assim terminar o seu mandato.

Lula segue com suas articulações de bastidores com setores do PSDB, PMDB e dos grupos econômicos para a realização de um "pacto de governabilidade contra a crise". E se esse pacto for concretizado quem vai lucrar com ele não serão os trabalhadores e nem tão pouco o povo brasileiro.

O momento é de luta. De luta contra esse golpe, contra o lulismo e os ataques do governo Dilma aos direitos e interesses da classe trabalhadora.

Barrar o golpe é, antes de tudo, barrar também a implementação das políticas neo-liberais de ajuste fiscal propostas pelo governo Dilma e afiançadas pelo lulismo.

Depois de chupar as laranjas petistas o capital agora trata de se livrar dos bagaços que não lhe servem mais.


NÃO VAI TER GOLPE CONTRA OS TRABALHADORES! Esta é a nossa palavra de ordem.

terça-feira, 12 de abril de 2016

OPINIÃO: UM VICE A ALTURA DA REPÚBLICA DAS BANANAS

UM VICE A ALTURA DA REPÚBLICA DAS BANANAS

Rui Amaro Gil Marques

O que posso concluir sobre os últimos acontecimentos envolvendo o vice-presidente da República (das bananas) Michel Temer se não o fato que a grande timoneira da nação e presidenta Dilma Rousseff tem um vice a sua altura.

Oras, depois daquela carta, também enviada à imprensa por acaso, onde Temer parecia uma criança birrenta reclamando da mãe, depois das briguinhas de bastidores, da rasgação de ceda com Lula e Renan, dos elogios fingidos à Dilma, agora vem mais essa da gravação do discurso de posse caso vingue o impeachment.

Temer é realmente a cara do PMDB. Ele, Renan e Cunha são os 3 mosqueteiros da politicalha chinfrim nacional. E o pior é que Lula, Dilma e uma boa parte daquilo que nos velhos tempos era chamado de esquerda seguem pelo mesmo caminho. Basta prestarmos mais atenção para percebermos como todos são parecidos.

E afirmo mais. Com essa gente ai o país não vai passar disso não. Vejam o Paes de Andrade no Rio de Janeiro afundando a cidade outrora maravilhosa com a ajuda e complacência do PT. E o governador Pesão pisoteando a saúde pública, educação e os professores com o apoio de Lula e cia.
Ao lado do PSDB, PMDB e todos os demais partidos da mesmice de sempre, da enganação, da esculhambação e do estelionato eleitoral o PT segue se transformando numa mutação genética daquilo que outrora nasceu prometendo ser e que, pelo caminho dos conchavos e do vale tudo, acabou se perdendo, sendo só mais um, mais uma siglinha entre tantas outras que usam e abusam da nossa gente, do eleitorado pobre, da gente sofrida e dos vários problemas nacionais para manter a alienação imobilizando a revolta popular.

Michel Temer é o vice-presidente mais acertado que a Dilma poderia ter ganho de Lula. Sim, porque se fosse outro mais inteligente e antenado realmente com a realidade brasileira ela já teria rodado há muito tempo. Não que esteja eu aqui defendendo o tal do golpe que petistas e aliados tanto gritam denunciando pelos quatro cantos. Até porque se formos falar de golpes, o primeiro aconteceu lá atrás em 2002 com a Carta aos Brasileiros, de Lula antes de assumir a presidência da República.

Temer vice é uma criatura cujo o pai tem nome e sobrenome: Luis Inácio Lula da Silva. O discurso de Temer que vazou "sem querer" para a mídia não pode ser analisado fora de contesto. É só mais uma peça dessa engrenagem montada para desviar a atenção do que realmente interessa aos brasileiros.
Enquanto o pais foi dividido entre cabeças de bagre e coxinhas, bilhões de reais estão sumindo pelo ralo das Olimpíadas Rio 2016 sem que ninguém se dê conta. Enquanto brasileiros e brasileiras rompem amizades, brigam em família, se xingam e se agridem nas ruas defendendo ilusões, a saúde e a educação vão tendo suas verbas cortadas cada vez mais fundo para encher os cofres dos agiotas financeiros daqui e de fora, para agradar aos bancos, os verdadeiros donos desse circo dos horrores.

Enquanto a mídia fala de impeachment e a presidenta, o PT e a CUT bradam que não vai ter golpe, na Câmara e no Senado direitos trabalhistas e conquistas sociais são atacadas sem cerimônia, a Petrobras segue sendo sucateada, fatiada e privatizada aos pedaços. O pré-sal vai sendo entregue na surdina as grandes petrolíferas estrangeiras, as maiores hidrelétricas são vendidas a preço de banana para "investidores" chineses e o latifúndio segue impune derrubando florestas e matando índios. Sem esquecer das mineradoras criminosas que, mesmo depois de destruir uma parte considerável do território brasileiro, ainda continuam tendo as bençãos dos governos e da (in) justiça.

Temer depois disso tudo merece uma gigantesca estátua em uma praça. O cara é o melhor vice que a Dilma poderia ter arrumado. Parabéns Lula por ter descoberto esse "grande constitucionalista". Temer e Cunha são as caras do PMDB e, por tabela, a fisionomia da política brasileira.
Mesmo que não tenha impeachment, golpe ou o cacete a quatro, uma verdade tem que ser dita, nem a Dilma, nem Lula e nem o PT serão mais os mesmos. Aliás, faz um tempão que já não são. A única coisa que vai continuar igual é a certeza do sofrimento do povo brasileiro, o aumento da exploração dos trabalhadores e os lucros cada vez maiores daqueles que compraram os políticos da situação e da oposição.

E assim seguimos mais um dia dessa novela mexicana que mais parece um filme trash de terror.
Parafraseando o velho Chico (nada a ver com a novela da rede esgoto de alienação) "Apesar de deles amanhã será outro dia".
É isso.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

PT/PCdoB/CUT/UNE/CTB E MST FAZEM JOGO DO GOVERNO DILMA E DOS PATRÕES MAIS UMA VEZ

MAIS UM GOLPE CONTRA OS DIREITOS DOS TRABALHADORES. GOVERNO E PMDB FECHAM ACORDO para aprovar medidas anti-populares.

EM BRASÍLIA, dia 07 de abril, centrais sindicais encenaram um teatrinho onde fingiram defender os direitos dos trabalhadores dos ataques do governo Dilma e dos patrões.

BUROCRACIA SINDICAL TRAÍ OS TRABALHADORES MAIS UMA VEZ 


ONTEM A PRESIDENTA DILMA ESCOLHEU O VICE PRESIDENTE Michel Temer (PMDB) para ser o novo articulador do governo junto a "base aliada" e, desta forma, conseguir fazer aprovar o pacote de maldades do ministro Joaquim Levy empregadinho dos bancos.

E ela faz isso justo no dia em que o presidente da Câmara, o também PMDebista Eduardo Cunha coloca em votação na Casa o Projeto de Lei 4330 que expande a terceirização para toda a cadeia produtiva retirando direitos dos trabalhadores e precarizando ainda mais o trabalho no Brasil.

Coincidência? Claro que não. Desde a semana passada que o governo Dilma, através do seu ministro Levyano, o Joaquim do Bradesco, vinha negociando com Eduardo Cunha o troca-troca de maldades. A Câmara aprova o PL 4330, sem muita pressão das centrais governistas, Dilma veta alguns pontos da lei e em contra-partida o PMDB e "aliados" aprovam as MPs 634 e 635 que atacam direitos trabalhistas e previdenciários como deseja Joaquim, o Levyano do sistema financeiro.

Não é a toa que a CUT, só para citar uma central sindical, a maior de todas, que tem cerca de quase 4 mil sindicatos filiados, 7.464.846 sócios e 22.040.234 trabalhadores na sua base, não se esforçou para organizar os protestos contra a aprovação do PL 4330 levando para Brasília apenas 2.500 dirigentes sindicais juntamente com o MST, UGT e a CTB.

Vejam bem os números de manifestantes levados à Brasília para "tentar barrar" a votação e a aprovação desse crime contra os direitos dos trabalhadores: 2.500 pessoas entre dirigentes sindicais, militantes do MST, estudantes da UNE e representantes das outras centrais UGT e CTB.

Vamos fazer uma pequena comparação de números. No dia 13 de março a CUT e o MST juntamente com a UNE, CTB e a UGT colocaram 160 mil dirigentes sindicais e militantes de movimentos sociais nas ruas para defender o governo Dilma de um "golpe" da direita que, sejamos objetivos, não vai acontecer porque a própria direita não quer, os empresários não querem e o sistema financeiro não quer porque esse governo que aí esta lhes serve muito bem.

Agora, para defender os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras dos ataques do governo Dilma, dos patrões e seus representantes na Câmara, essas mesmas centrais não conseguiram mobilizar nem mesmo o total de seus dirigentes sindicais numa clara demonstração de que o acordo com o PMDB e o governo Dilma foi fechado.

No país inteiro não chegaram a 10 mil o número de manifestantes contra a aprovação do PL 4330.
Vale lembrar que no Brasil temos 6 centrais sindicais e mais de 20 mil sindicatos. O que fica evidente é que quando mais os trabalhadores (as) precisam delas elas não existem na prática. Ontem, em Brasília, isso ficou muito claro. Claro demais.

Todas foram tomadas pela doença senil do sindicalismo chapa branca: o governismo acima de tudo, mesmo que seja acima dos próprios interesses e direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.
Infelizmente é essa a realidade.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

PODE O PT DAR UMA GUINADA À ESQUERDA E ROMPER COM A BURGUESIA?

PODE O PT DAR UMA GUINADA À ESQUERDA?

Por Ragi Marx, Coletivo ADC Paraná 

Uma parcela da militância petista, principalmente ligada aos movimentos sociais, acredita ser possível o partido voltar a ser o que era décadas atrás dando uma guinada à esquerda.
Infelizmente a luz do materialismo e da política desenvolvida até aqui pelo PT podemos afirmar que isso não é mais possível. Explico: O PT ideologicamente se tornou um partido social-liberal pequeno burguês comandado por uma cúpula burocrática de cunho autoritário e oligárquico. Os interesses políticos dessa cúpula partidária são próprios de uma casta de parasitas que se alimentam das ilusões das massas. A política que desenvolvem e que defendem é a colaboração de classes, o abandono das lutas de classes, o atrelamento dos sindicatos e dos movimentos sociais aos seus compromissos com uma parcela das classes dominantes e o desenvolvimentismo neocapitalista no Brasil.
Por tanto, a cúpula petista é o principal entrave a uma guinada desse partido à esquerda. No máximo o que pode acontecer é essa mesma cúpula adotar nos momentos de crise do seu controle partidário discursos anti-capitalistas, contra as elites e nada mais. Isso para agradar os militantes mais rebeldes e manter a sua base social sob seu controle. Já vimos isto antes com os partidos comunistas reformistas stalinistas na Europa e na própria América Latina.
Outra questão que deve ser abordada é o quanto os movimentos sociais podem influenciar os rumos do PT. Novamente a realidade nos mostra que não existe muito o que esperar. Esses movimentos em sua maioria também são controlados de forma burocrática por petistas atrelados aos interesses da cúpula partidária. Um exemplo é a CUT, a maior central sindical brasileira, que nada faz na pratica contra os ataques do governo Dilma aos direitos dos trabalhadores (as).
Os trotskistas acreditam que partidos como o PT podem ser empurrados para a esquerda pela pressão das massas. Sim, isso em alguns momentos mas não sempre. A história nos mostra que quando do acirramento das lutas de classes e a pressão dai exercida sobre essas organizações o que acontece é que elas acabam rachando, que uma parte da sua burocracia dirigente para não perder o controle da máquina partidária tende a expulsar os descontentes aderindo ainda mais à ordem burguesa. Isso já aconteceu com o próprio PT em décadas passadas. Disso se originaram o PCO, PSTU e o PSOL.
Baseados nos ensinamentos históricos podemos afirmar, sem medo de errar, que o PT irá cada vez mais para a direita seguindo no aprofundamento do social-liberalismo como política de governo, seja nos municípios, nos estados ou no governo Federal. O PT, graças ao lulismo, foi transformado num partido da ordem, da democracia burguesa, aliado de uma parcela da direita e das classes dominantes. Caberá aos trabalhadores (as) e somente a eles (as) o destino de suas lutas. Compreender o que significa o PT e o petismo hoje nas lutas de classes é fundamental para sabermos quem são nossos aliados e quem são os nossos inimigos.
O PT ainda não é um partido homogêneo, uma pequena parcela de suas tendências ainda têm influências do marxismo e do anti-capitalismo. Provavelmente com o acirramento das lutas sociais e a pressão popular sobre esses setores os levarão ao rompimento definitivo com o partido e sua política de atrelamento incondicional aos interesses das classes dominantes. Mas isso só o futuro poderá comprovar.

domingo, 5 de abril de 2015

UMA PEQUENA ANALISE DA REPRESSÃO SEXUAL E A DIVISÃO SOCIAL CAPITALISTA

O SIGNIFICADO IDEOLÓGICO DA REPRESSÃO SEXUAL

Nas sociedades onde a liberdade do individuo é uma mera aparência de liberdade todos os aspectos da vida sofrem a repressão do estado e das suas instituições. A repressão aberta ou disfarçada tem por objetivo coisificar os indivíduos fazendo com que assimilem ideologicamente as suas funções como força de trabalho, reprodutores da ordem e defensores do sistema.

Tudo realizado de uma maneira que o individuo jamais se de conta que ele é apenas uma marionete manipulada de acordo com os interesses de uma minoria que através do seu poder econômico controla o estado e a sociedade como um todo.

E para que a ordem seja mantida os indivíduos devem se comportar de acordo com os “ensinamentos” perpetrados culturalmente pela minoria. E a questão sexual, assim como todas as demais, não poderia deixar de ser reprimida evitando que através dela o individuo se reencontrasse consigo mesmo, deixando de ser coisa e retornando a sua condição básica de ser humano livre e dono do seu corpo e de sua vida.

Assim, através dos séculos, uma verdadeira máquina de repressão sexual foi sendo montada para fazer com que os indivíduos passassem a se relacionar socialmente como meros reprodutores do sistema. Otimizados esses indivíduos deixaram de pensar, de questionar e de se apropriarem dos próprios corpos e dos seus órgãos sexuais. Sentir prazer pelo prazer se tornou um verdadeiro crime a ser combatido pelas instituições tais como as igrejas e as escolas onde a liberdade criadora individual não tem lugar. 
Para as religiões o sexo só pode ter uma razão: a procriação.
No cristianismo, no judaísmo, no islamismo e no catolicismo o ato sexual é abominado. Em vários países islâmicos, principalmente nos da África, as mulheres são mutiladas tendo o seu clitóris arrancado para que não possam sentir prazer durante o ato sexual. No ocidente a máxima da igreja é o cresceis e multiplicais, ou seja, sexo somente para a reprodução. Não esta escrito nos livros sagrados do judaísmo e do cristianismo cresceis e gozais porque gozar é pecado.

O escravo para ser obediente ao seu senhor deve ser condicionado ao máximo para aceitar a sua condição de escravo. O sexo com prazer torna-o desobediente uma vez que ele acaba percebendo que a vida pode ser vivida de outra maneira, de maneira livre, sem amos e senhores. Que ele pode ser o senhor da sua própria vida e dono do seu corpo.

E para assegurar que essa repressão sexual tenha sucesso surgem o machismo, a homofobia, o casamento monogâmico e a prostituição. Essa última uma maneira onde os indivíduos, principalmente aqueles das classes trabalhadoras, podem comprar um pouco do prazer sexual se tornando assim livres por um certo momento.
E essa liberdade momentânea tem um custo tanto para o homem quanto para a mulher que se torna uma mercadoria a ser consumida por cliente, por um comprador. O sexo e o prazer sexual se tornam uma relação comercial e não mais o encontro entre duas pessoas que se desejam, que se querem, que se entregam livremente aos prazeres do sexo.

Somente os senhores, donos da sociedade, podem se realizar enquanto indivíduos livres através do sexo e do próprio corpo. Para eles tudo é permitido, não existem leis e nem uma regra que não seja passível de ser burlada, quebrada, ignorada. Enquanto essa minoria de parasitas se alimenta da alienação da maioria cresce a violência contra as mulheres, o preconceito contra aqueles que decidiram se apropriar do seu corpo e sentir prazer com ele, cresce a violência contra os homossexuais, travestis e transgêneros.

E essa violência tem um só objetivo: reprimir o desejo sexual e a liberdade que o prazer sexual cria nos indivíduos. Por isso que o casamento, seja de que forma for, monogâmico ou não, na verdade é uma prisão disfarçada que obriga os seus componentes a se comportarem de acordo com as regras estabelecidas pelo estado e a moral judaico-cristã ideologicamente repassada de geração a geração. Aqueles e aquelas que ousam fugir desse padrão são apontados e nomeados de libertinos, de imorais, de lascivos e perniciosos.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

OS 90 ANOS DA MORTE DE LÊNIN E HERANÇA DO CULTO A PERSONALIDADE. UM DEBATE NECESSÁRIO

90 anos da “morte” de Lênin: Uma reflexão a cerca do “leninismo” e os ensinamentos da história



Rui Amaro Gil Marques




Hoje se completaram 90 anos da “morte” de Vladmir Ilich Ulianov, que entrou para a história contemporânea com o pseudônimo de Lênin.  Advogado e um dos fundadores do Partido Social Democrata  dos Operários da Rússia (PSDOR) Lênin passou a maior parte de sua vida no exílio fugindo da polícia secreta do Czar.

Em 1905 quando eclodiram os primeiros sinais de revolta popular ele se encontrava na Suíça e de lá enviou aos seus camaradas de partido várias instruções a respeito de como o partido devia se comportar naquela turbulência pré-revolucionária onde as massas operárias e camponesas começaram a erguer os primeiros sovietes, os conselhos do povo.

Lênin sempre foi um militante astuto, dedicado ao marxismo, combatente do reformismo e do revisionismo nas fileiras da socialdemocracia europeia da qual o seu partido fazia parte na segunda Internacional.
Depois da eclosão da primeira guerra mundial e da traição da socialdemocracia as causas revolucionárias e ao socialismo em 1914, Lênin convenceu os membros do partido a mudarem o nome da organização que passaria a se chamar por um período de tempo de Partido Bolchevique por causa do racha acontecido no seu Congresso onde a maioria (Bolcheviques) expulsou a minoria tida como reformista (Mencheviques).
Mas a questão sobre Lênin não é sobre os seus feitos, que foram importantes sim para o desenvolvimento do marxismo na Rússia e para o fortalecimento dos bolcheviques enquanto organização pronta para tomar de assalto o poder de estado.

Imaginemos Lênin e o seu partido de homens de ferro, como era chamado, sem o apoio popular na eclosão revolucionária de 1916/1917. Imaginemos Lênin e o seu partido sem a força e a organização quase que espontânea dos operários, camponeses e soldados russos que se levantaram contra o regime feudal do Czarismo exigindo pão, terra, paz, liberdade e a retirada da Rússia da guerra.

Sim, façamos um pequeno esforço e voltemos no tempo e tentemos analisar os fatos sobre a óptica do materialismo. O que seria de Lênin e dos seus homens de ferro do partido bolchevique sem a força revolucionária das massas que se puseram em movimento em toda a Rússia?
Por mais genial que Lênin tenha sido como teórico e líder partidário,  por mais decidido que tenha sido o partido bolchevique na sua luta pela tomada do poder, sem a força revolucionária das massas eles nada poderiam ter feito de concreto.

Não foi Lênin e muito menos o partido bolchevique que derrubaram o Czar e fizeram a revolução de Outubro em 1917 como a historiografia do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) deixou registrado em seus anais.  Essa revolução emancipatória foi obra de milhares de trabalhadores, camponeses, homens e mulheres que se cansaram da exploração e da violência de um estado policial que foi considerado por Marx como o bastião da reação na Europa.

Infelizmente uma parcela muito grande da esquerda mundial, que se diz marxista, tem o hábito nefasto de negar às massas o seu verdadeiro papel nessa e em outras revoluções. Para eles tudo foi feito a partir das ações dos líderes infalíveis e dos partidos revolucionários iluminados.  Uma esquerda que ao adotar o culto a personalidade dos “grandes líderes” acabou por renegar o materialismo e o próprio marxismo favorecendo assim o autoritarismo e o surgimento de uma verdadeira oligarquia partidária.

A filosofia e a ideologia do partido eram aquilo que os líderes diziam, o marxismo era aquilo que os líderes escreviam e discursavam.  Com isso esses partidos se tornaram pequenos estados autoritários sem espaço para o debate de ideias e o crescimento teórico dos seus militantes. Foi assim com o leninismo, estalinismo, trotskismo, maoísmo, castrismo e foi assim com o guevarismo.

Para essa parcela da esquerda as massas não passam de agentes secundários no desenrolar das lutas de classes e da derrubada revolucionária da burguesia. Para eles o socialismo é tarefa dos líderes do partido e os líderes do partido, na maioria das vezes, esta aí a história para provar, desejam tudo, menos o socialismo e o fim da exploração sobre as massas trabalhadoras.  O culto a personalidade é a antessala de todas as ditaduras construídas depois de revoluções operárias vitoriosas levadas a cabo pelas massas exploradas.

O partido substitui as massas, as direções partidárias substituem o partido, o grupo do líder substitui as direções e o líder se sobrepõe a todos os demais.  Lênin pode não ter criado nada disso, mas colaborou decididamente para que isso ocorresse. Que a história das lutas operárias contra o capitalismo e o estado mantenha viva o exemplo de Krondtad que em 1921 foi massacrada a mando de Lênin para sufocar uma rebelião levada adiante por soldados, marinheiros, comunistas, socialistas e anarquistas contra a ditadura dos bolcheviques que aos poucos ia sufocando a Revolução de Outubro. 


Falar de Lênin ou de qualquer outro líder bolchevique e omitir esses fatos só contribui para o atraso intelectual de todos os militantes da esquerda que buscam na revolução a destruição do capitalismo mundial e a construção de um mundo verdadeiramente de homens e mulheres livres de todas as formas de exploração e opressão. 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

LUTAR CONTRA OS PRECONCEITOS É LUTAR ANTES DE TUDO CONTRA O CAPITALISMO E O ESTADO

VIVA AS DIFERENÇAS PORQUE LÁ NO FUNDO, NO VERMELHO DO SANGUE E NO BRANCO DOS OSSOS, SOMOS TODOS IGUAIS.



Rui Amaro Gil Marques (Paraná)



Sim, estou preocupado. E essa minha preocupação se deve a uma questão que poucas pessoas, principalmente aquelas que se colocam no campo da esquerda, independente do partido ao qual pertençam, não estão dando a devida atenção ao crescente preconceito contra as diferenças, sejam elas raciais, sociais, religiosas e de gênero. 

O ódio aos pobres, mendigos, moradores de rua, prostitutas, desempregados, negros e nordestinos cresce assustadoramente. Na região sul do Brasil (PR, SC e RS) isso se vê claramente. Ainda nesta semana alguns moradores de um balneário de Florianópolis (SC) realizaram uma manifestação publica contra a presença de mendigos e de moradores de rua na cidade. Não fizeram uma manifestação contra esse sistema violento que reproduz a miséria e indigentes, não, para essa elite branca (e os que se consideram parte dela mesmo não sendo arianos de olhos azuis) o sistema é algo a parte.

A violência contra homossexuais também cresce de maneira assustadora. Apesar das paradas da diversidade que hoje em dia acontecem em quase todo o país o número de gays, lésbicas, travestis e transgêneros agredidos, assassinados, violados em seus direitos, desrespeitos e que por conta do preconceito cometeram suicídio cresce diariamente.

Lutar contra todas as formas de preconceito é, antes de tudo, lutar contra esse sistema global que reproduz o egoísmo e a miséria humana de forma radical e profunda. Devemos ter claro que não basta exigirmos que as autoridades tomem providências até porque muitas delas compartilham desses preconceitos. Somos nós, os excluídos, marginalizados, explorados, violentados, violados e agredidos que temos que levantar os punhos e dar um basta nisso.

As mudanças que defendemos não vão cair do céu como por um milagre da virgem maria ou de outro ente qualquer. Uma pessoa é uma pessoa independente da cor dos seus olhos ou da sua pele, de quem ela gosta e da sua condição sexual. A humanidade é uma só e ela esta em toda a parte. Infelizmente a maioria adormecida e anestesiada por essa sociedade alienante e desumana se comporta como gado no pasto dando o seu apoio aos felicianos da vida, esses picaretas que usam da religião para subirem na pirâmide social, terem os seus currais eleitorais e um exército de zumbis prontos a atacar todos (as) aqueles (as) que forem considerados pecadores por esses falsos profetas, verdadeiros pastores da religião do ódio e do falso moralismo.

Por tanto devemos tomar uma posição radical frente a toda essa violência e contra todas as formas de preconceito. O primeiro passo é não termos medo do debate e do enfrentamento onde quer que estivermos. A igualdade e a liberdade não são palavras vazias, elas têm um sentido pratico em nossas vidas e onde existir qualquer tipo de segregação e de preconceito não poderá haver nem igualdade e muito menos liberdade.

VIVAS AS DIFERENÇAS PORQUE MESMO COM ELAS SOMOS TODOS IGUAIS. POR UM MUNDO LIVRE E FELIZ. POR UMA SOCIEDADE LIBERTÁRIA E ANARQUISTA!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

MANIFESTAÇÕES E PROTESTOS NO BRASIL - UMA ANÁLISE DA REALIDADE DAS LUTAS DE CLASSES

O QUE ESTA POR TRÁS DOS PROTESTOS E MANIFESTAÇÕES NO BRASIL

Apesar das ruas lotadas governantes seguem ignorando os anseios da população

Coletivo de Ação Direta Comunistas No Brasil – ADC Seção do Rio de Janeiro





Desde junho que os movimentos sociais, notadamente aqueles não controlados pela burocracia partidária de apoio aos governos Federal e estaduais, têm convocado através das redes sociais manifestações em quase todo o país.

Na esteira dessas manifestações aparecem vários grupos formados por estudantes radicalizados que buscam ter as suas reivindicações atendidas pelas “autoridades” governamentais tanto dos municípios, estados e federais. Em São Paulo a luta pelo passe livre prossegue sendo a pauta principal do Movimento Passe Livre (MPL) que tem pressionando a administração petista de Hadad constantemente.

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) de São Paulo também tem organizado vários protestos no município exigindo do prefeito Hadad que cumpra com as suas promessas de campanha eleitoral construindo moradias populares para as famílias que vivem em estado critico.

No Rio de Janeiro o Fora Cabral tomou as ruas de vez. Partidos da esquerda oposicionista (PSOL, PCB, PSTU, PCO) e grupos menores ligados ao trotskismo exigem a renuncia do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB/PT/PCdoB/PSB/PDT/PSC/PTC/PTN/PRB/PR) devido as graves denúncias de corrupção e a violência da polícia militar. Os professores estaduais também se encontram mobilizados exigindo o cumprimento do Piso do Magistério e melhores condições de trabalho.

Movimentos como Anonymous Brazil e similares também aparecem nas redes sociais, principalmente no facebook, convocando manifestações contra a corrupção, os políticos e seus partidos fisiológicos e de aluguel, todos controlados pelas oligarquias estaduais e pelo poder econômico. Infelizmente as ações e o discurso desse Anonymous Brazil têm caráter direitista porque centra a corrupção como a causa de todos os problemas do povo brasileiro deixando de focar na verdadeira origem das mazelas nacionais que é o sistema capitalista, a sua falsa democracia e o estado parasitário que existe apenas para assegurar e defender os interesses dos mais ricos. A corrupção não é a causa, mas um dos sintomas cada vez mais crescentes da violência do sistema capitalista como um todo. Não se elimina a corrupção sem combater a sua origem.

Os coletivos anarquistas e anarco-comunistas, entre esses o nosso ADC, têm pautado as suas ações na denúncia contundente do capitalismo, da falência de suas estruturas políticas e estatais. A violência e o descontrole das polícias militares em todos os estados é só uma constatação desse fenômeno social. O capital precisa assegurar a ordem a todo custo para manter as engrenagens do sistema funcionando e, desta maneira, continuar lucrando cada vez mais através dos benefícios dados pelos governos estaduais e Federal. Grandes obras sem fiscalização, privatização de estradas, leilões de petróleo, privatização dos hospitais universitários, desmatamento de florestas, invasão de terras e reservas indígenas, assassinatos de lideranças e militantes socais e a repressão das forças de segurança publica e privada dão a tônica da acumulação capitalista através da transferência de dinheiro público para os cofres dos capitalistas daqui e de fora.

Somados a isso tudo ainda temos o descaso governamental com o Sistema Único de Saúde (SUS) que a cada dia carece sempre mais de verbas e de estrutura adequada. Hospitais públicos sucateados, filas gigantescas, falta de médicos causada pela recusa desses profissionais em atender as cidades do interior, os crescentes planos de saúde que fazem do sofrimento popular um filão para ser explorado sem piedade, tudo isto junto impulsionam os protestos.

Partidos da esquerda burguesa (PT/PCdoB) que agora são governos em vários estados junto com o PMDB/PSB e no governo Federal também têm sido alvos dos manifestantes. A direita radical tenta a todo custo aglutinar parte da juventude para a sua cruzada anti-petista enquanto setores da direita dita moderada controla o núcleo duro do petismo e do governo Dilma. 

As nossas criticas ao PT/PCdoB é feita pela óptica da esquerda revolucionária porque entendemos que esses partidos fazem parte da estrutura ideológica de dominação capitalista. Com suas políticas de favorecimento dos grandes negócios e do latifúndio o governo Dilma segue aprofundando o modelo social-liberal implantado por Lula. Infelizmente a maioria dos militantes petistas se recusa a ver essa realidade centrando a sua defesa do governo apenas em programas sociais como o Bolsa Família, insuficientes para assegurar uma verdadeira mudança na estrutura social brasileira pautada pela miséria de milhares e na riqueza cada vez mais crescente de poucos.

Portanto o que esta por trás das manifestações e dos protestos na maioria dos estados é a radicalização das lutas de classes, o descontentamento de uma enorme parcela da juventude notadamente dos jovens das periferias, comunidades e favelas, daqueles que são submetidos a uma sobrevivência degradante nos grandes centros urbanos, dos sem teto, excluídos e marginalizados pelo sistema e pelos novos movimentos sociais que utilizam da tecnologia para se organizarem e fazer valer os seus interesses.


A sociedade capitalista é a barbárie e somente a luta dos explorados poderá impedir que essa barbárie leve toda a humanidade para o abismo.  Os primeiros sinais dessa tragédia já se fazem notar: os movimentos fascistas e nacionalistas já começam a mostrar as suas garras contra a organização popular e os trabalhadores. 

domingo, 25 de agosto de 2013

EM PERNAMBUCO POLÍCIA MILITAR SEQUESTRA E TORTURA MILITANTES ANARQUISTAS

A REPRESSÃO DO ESTADO E A DEMOCRACIA 
DE FACHADA




“Por mais democrático que seja o estado ele continua sendo a barricada principal, a máquina de terror, que sempre irá defender os interesses políticos, sociais e econômicos das classes dominantes. Para os burocratas do estado a democracia tem um limite que as classes exploradas não podem ultrapassar: Questionar a ordem e lutar para por um fim ao regime de exploração e de violência a que são submetidas diariamente. Todos os que ultrapassam esse limite são transformados em terroristas, inimigos da democracia e criminosos.”



Em Pernambuco o governador “socialista” Eduardo Campos (PSB/PT) enviou à Assembleia Legislativa daquele estado projeto de lei que criminaliza os movimentos sociais e transforma os militantes da esquerda radical, anarquistas, anarco-comunistas, black blocs e todos aqueles que estiverem com os rostos cobertos em manifestações publicas em criminosos, assim puro e simples.

Projeto de lei esse que foi aprovado por uma grande maioria de parlamentares, todos preocupados com a “violência e com os distúrbios causados pelos baderneiros radicais que se infiltram nas manifestações pacificas para promover a desordem e o ataque ao patrimônio público, bancos, lojas e módulos policiais”, como discursaram ao votar de acordo com os interesses do governador.

Mas mesmo antes desse projeto ser aprovado a polícia militar, polícia civil e os serviços de inteligência do exército já trabalhavam em conjunto para identificar, localizar e deter os manifestantes “mascarados” que haviam promovido os “quebra-quebra” nas manifestações realizadas em Recife no mês de junho/julho deste ano.
A partir do dia 22 de agosto último os agentes de segurança do estado, usando veículos 4x4, pretos e sem placas, passaram a perseguir militantes suspeitos de pertencerem a grupos radicais culminando no sequestro de 03 jovens sendo que até o momento 02 continuam desaparecidos.

No Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e em outros estados a situação não é muito diferente. A repressão sai das sombras para defender os interesses dos parasitas do estado e das classes dominantes preocupados com o crescimento das manifestações e com o surgimento de movimentos radicais que possam contagiar as classes exploradas levando-as para as ruas para protestar contra o sistema como um todo.

Para que isso não ocorra não importa qual é o partido que governa este ou aquele estado. Todos se juntam para defender o estado de direito e a democracia contra os ataques dos vândalos e seus grupos violentos.   Isto se chama luta de classes. Os militantes radicais de todas as tendências devem ter claro que por mais democrático que seja o estado ele continua sendo aquilo para o que foi criado para ser: o agente repressor das classes dominantes. 

Por tanto não devemos nos iludir com os discursos democráticos e demagogos daqueles que se dizem de esquerda, mas que na realidade governam para os mais ricos e para manter a ordem capitalista funcionando.  A revolução começa sempre com uma simples rebelião, levada adiante por aqueles que ousam lutar de forma mais decidida contra as classes dominantes e seus parasitas no estado. E as classes dominantes têm consciência disso.



domingo, 4 de agosto de 2013

UNIR E AVANÇAR AS LUTAS CONTRA O SISTEMA E SEUS PARASITAS

UNIR OS MOVIMENTOS SOCIAIS PARA LUTAR CONTRA O ESTADO, OS SEUS PARASITAS E O CAPITALISMO.


ADC PARANÁ



As manifestações desencadeadas pelos movimentos do Passe Livre expuseram a face mais retrograda e conservadora de uma esquerda (PT/PCdoB) que, desde o fim da ditadura militar, vem fazendo acordos espúrios com setores das classes dominantes para chegar aos governos municipais, estaduais e Federal.

Tanto que os principais críticos e adversários das manifestações e das organizações que as promoveram foram notadamente pessoas ligadas ao PT (Tarso Genro, Rui Falcão, José Eduardo Cardoso, Gilberto Carvalho e o Fernando Haddad) que fizeram coro com o governador de SP Geraldo Alckimim (PSDB), Eduardo Paes (PMDB) prefeito do RJ e Sérgio Cabral (PMDB) governador do Rio de Janeiro.

Passados mais de 60 dias das primeiras manifestações que obrigaram a todos os prefeitos e governadores a reduzirem o valor das tarifas do transporte coletivo urbano as ruas continuam sendo palco das lutas populares contra a truculência do estado, a violência das polícias militares, contra os esquemas que envolvem empresas e governantes no desvio de verbas públicas das obras de infraestrutura, por melhores serviços públicos, mais verbas para a saúde pública e educação e contra a privatização realizada através dos leilões do pré-sal pelo governo Dilma e fisiológicos.

Mas o ódio de setores petistas aliados aos interesses das empresas do transporte coletivo urbano somado a repressão da polícia militar dos governos do PMDB/PSDB/DEM entre outros não diminuiu, pelo contrário. Tanto em SP quanto no RJ os manifestantes são perseguidos, agredidos, intimidados, presos e acusados dos mais variados crimes pela única razão de estarem nas ruas protestando contra o atual estado das coisas.

Governos sejam eles petistas ou tucanos, juntamente com a mídia, notadamente os grandes jornais e redes de televisão, tentam a todo custo transformar os manifestantes em criminosos, arruaceiros, baderneiros, vândalos e etc por que sabem que essas manifestações podem chegar aos trabalhadores fazendo com que despertem para as lutas rompendo com o imobilismo e o burocratismo parasitário que controla os sindicatos e as centrais sindicais.

Tanto que para manter as aparências o movimento sindical burocratizado e refém dos interesses do governo e dos patrões tentou realizar no último dia 11 de julho “um dia nacional de luta” que se mostrou um tremendo fracasso, pois não conseguiu mobilizar nem mesmo o grosso dos pelegos e se quer levou para as ruas os tão “aguerridos” militantes petistas, que só aparecem mesmo em anos eleitorais para defender os seus empregos nos parlamentos e nos cargos que ocupam no estado e nos governos. Fora desses períodos esses militantes fogem das ruas e das lutas reais contra o sistema do qual agora são defensores.

 
As Manifestações e a Violência como Arma Política


Sim, as nossas manifestações carregam com elas um pouco de violência porque a única atitude que o marginalizado, que o explorado, que o violentado e oprimido pelo sistema e pelo estado podem ter para demonstrar a sua revolta é a reação violenta. O pacifismo jamais serviu  para transformar a realidade e nem para acabar com a escravidão, conquistar a liberdade e a igualdade entre os homens. O pacifismo só serve aos interesses daqueles que nos oprimem e exploram. Mas infelizmente essa “esquerda parasitária” e defensora do sistema manipula os seus militantes honestos e de luta para que não participem dessas manifestações, os querem longe de nossa influência e com razão. Assim como os capitalistas de toda a ordem seus líderes sabem o quanto é perigoso o crescimento do nosso movimento e o fortalecimento de nossas mobilizações. Nós representamos aquilo que eles mais temem: a revolta popular e o caos do sistema.


A Nossa Estratégia deve Ser Unir para Crescer, Crescer para Vencer


Por tanto, cabe a cada um de nós, a cada organização, coletivo e movimento estreitarmos os laços com esses militantes e com os outros movimentos sociais. Independente de esses militantes serem petistas, do PCdoB, PSTU, PSOL, PCB, PCO ou de qualquer outra organização popular ou sindical devemos mostrar a todos eles o quanto é justa a nossa luta, o quanto é necessária a união de todos os setores populares e classistas para romper com o imobilismo e a alienação eleitoral perpetrada pelos seus partidos e assim avançarmos a verdadeira luta que poderá mudar de fato a sociedade: a luta contra o capitalismo, seus aparatos e parasitas.

Não estamos nas ruas lutando contra esse ou aquilo partido, contra esse ou aquele governo. Estamos nas ruas lutando contra todo um sistema que inclui os partidos, os governos e todos os seus parasitas. Estamos nas ruas, fábricas, escolas, universidades, bairros e praças lutando contra o capitalismo pela revolução social rumo ao comunismo, rumo ao anarquismo, rumo a liberdade.


SOMENTE A DINÂMICA DAS LUTAS DE CLASSES PODERÁ SEPARAR OS BONS MILITANTES DOS TRAIDORES E MANIPULADORES DOS MOVIMENTOS SOCIAIS E DOS TRABALHADORES. AS NOSSAS ORGANIZAÇÕES TÊM POR OBRIGAÇÃO AMPLIAR ESSAS MANIFESTAÇÕES FORTALECENDO ASSIM AS NOSSAS LUTAS. ISTO SEM ABRIR MÃO DE NOSSA IDEOLOGIA, DA AÇÃO DIRETA, DE NOSSA PLATAFORMA E DOS NOSSOS OBJETIVOS.